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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ottawa e sua National Gallery

   Chegamos a Ottawa ( a sílaba tônica é o 0) no início da tarde. Bonita estação de trens. Deixado o comboio, após nosso mais longo trecho por planícies e mais fazendas com plantações de trigo e feno e talvez cevada, lá estávamos. Não sendo central, fomos de táxi até o hotel, na cidade. Ficamos hospedados no excelente Albert at Bay hotel .albertatbay.com
  Resolvemos passar o fim de semana na cidade. Por ser a capital do país e uma cidade administrativa, sabíamos que ela estaria tranquila no fim de semana, o que nos permitiria também um certo descanso dos dias anteriores.
  Como toda capital, os pontos de maior interesse são os edifícios relativos aos poderes do país.
  Desta forma, descemos a rua do hotel e fomos conhecer a Corte Geral de Justiça e logo depois o Parlamento. Tivemos a fortuna de ver uma tradicional troca de guardas e parada de soldados com seus uniformes britânicos-like, iguais aos do Reino Unido, com banda, direito a gaitas de fole e parada.

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 Bastante interessante, principalmente para quem tem aquele carinho de infância por soldadinhos. Logo depois , fomos visitar o exterior do Parlamento. O prédio tem estilo bem britânico, com sua arquitetura anglosaxônica típica, parecendo que saiu do falecido arquiteto do parlamento de Londres.
 O que me chamou mais a atenção foi a sua grande biblioteca, em um prédio lateral ao Parlamento, com sua geometria em forma de cilindro. Uma jóia cujos livros se fazem merecedores.
  Ao lado do parlamento observamos jardins muito bem cuidados. Um microzoo com um guaxinim passeando- aquele mesmo que servia para, assassinado, produzir os chapéus do Daniel Boone de um seriado de TV dos anos 60-70. Hoje o bichinho é cuidado com carinho (os descendentes dos que não viraram chapéu).


  Depois fomos curtir um restaurante ao ar livre em uma das ruas paralelas ao Parlamento. Tomamos um vinho e ouvimos o show ao vivo de uma espécie de Barry White canadense, que cantava as senhoras desacompanhadas enquanto destilava-se em whiskey- a versão canadense do produto escocês- e dedilhava seu órgão e sua voz rouca e poderosa, mas sofrível. O que importa é que  até compramos um cd do performer, que nunca ouvimos.
  Passeamos pelo comércio e rumamos para um daqueles restaurantes tipo outback.
  No dia seguinte; um dia lindo de verão, fomos ao famoso e simpático canal Rideau. Pista de patinação no inverno e , no verão, um lugar bacana para se passear, observar seus patos competindo por espaço, seus pedalinhos, estátuas e jardins que o margeiam, e muita gente bonita.
  Terminamos o dia indo ao espetacular National Gallery http://www.gallery.ca/. Trata-se de um museu enorme, cujo aspecto mais interessante é a história do Canadá exposta em diferentes salas. Desde a cultura nativa dos seus habitantes autóctones , ate´os tempos atuais, passando por seu período de colonização, imigração, independência (relativa), constituição da nação bicultural e muito mais.
O que achei mais bacana é que você entra na história, porque existem atores que fazem o papel de colonos na época do início de sua colonização e te levam, por dentro de ambientes que simulam uma antiga cidade canadense do século 16, a se sentir parte da existência do lugar, com seus aspectos culturais, suas formas de convívio entre os habitantes e seus costumes. Você é tratado como parte da trama, como naqueles teatros experimentais. Adorei...
              ''Carte geographique de la Nouvelle France"
  No dia seguinte, pegamos novos trilhos e seguimos para a cidade do Jazz, já em terras francocanadenses. a NOUVELLE FRANCE: Montreal em Quebec

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