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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Voando com Alegria e Humor? Vá de KULULA


    O embarque em um voo pode se algo prazeroso para aqueles que amam aviões e ficam, ao descer a escada ou subir, olhando de canto de olho para uma asa , um logotipo, ou mesmo o rabo de um avião.  
   Aquele cheiro  de combustível , misturado ao som de turbinas, pode ser uma sinfonia para quem, quando criança, tinha os aviões e os aeroportos como uma de suas paixões.
   Acredito que o outro lado da moeda deve existir.
 Se a alegria enche os olho de quem flerta com uma avião; para os que têm medo de embarcar nesses veículos aéreos, a sensação de estar se aproximando da entrada do mesmo deve ser a de se estar sendo engolido por uma fera brava, que poderá deglutir seu corpo, antes submetendo-o a balanços alucinados, como uma batedeira psicopata. Nomes como turbulência, socorro e may day  devem habitar o cérebro destas pessoas. Lembranças de desastres passados, de quem já foi, são o pesadelo ou o assunto preferido e involuntário destas pessoas.

  Será que isto poderia ser amenizado de alguma forma?
Não estou aqui para escrever de terapia de medo de voar. Muito ao contrário, desejo fazer conhecer como estes desprazeres podem ser diminuídos por uma forma diferente de encarar uma viagem de avião.

Aprendi como isso é possível voando pela empresa sul-africana KULULA.
https://www.kulula.com

    O nome pode parecer estranho. Mas trata-se de uma das principais empresas low cost da áfrica do Sul. Possui uma frota moderna, com equipes muito bem preparadas. Mas até aí, muitas são iguais.

O que diferencia a kulula de outras companhias aéreas é o astral do voo.

   Para começar, os aviões, de cor verde e branca, têm desenhos em suas fuselagens que vão de arte de rua a desenhos infantis, como setas apontando para partes do avião, focalizando o rabo,o  motor, a asa e uma safadíssima seta apontando par uma janelinha escrito “sua saída, melhor não”.
  Outros são em forma de um grande zipper, abrindo a fuselagem, como se houvesse uma camada branca central e uma cobertura verde. Um outro, ainda, possui quadrinhos, um bico em forma de bola de futebol, e haja imaginação...

   Mas o mais bacana ainda estar por vir. Os tripulantes agem como se aquilo fosse um teatro e estivéssemos entrando numa daquelas peças que você faz parte da trama. As explicações são todas em voz infantil. Há cantos, jograis e o mais gostoso, humor e ironia. Piadinhas e risos a toda hora. Você ri o tempo todo...

Tripulantes da Kulula

    Na hora da explicação do que fazer em situações de descompressão da cabine, o humor negro impera. Pedem que você aperte os cintos e sua barriguinha permitir. Dizem que têm cintos de transporte de hipopótamos se o seu não couber. Que antes de gritar aterrorizado coloque a máscara. Tudo de uma forma animada e alegre. As instruções de segurança escritas tem entre outras coisas , tripulates gritando. A coisa transcorre de uma forma tão leve e solta, que ao se chegar ao destino, os passageiros aplaudem os tripulantes , que agradecem como e fosse o final de um grande espetáculo cênico.

Simplesmente delicioso.

Conclui que o que falta na vida é humor.
                                         
             Como seria bom que outras companhias aprendessem com a kulula.
                      Haveria uma grande contraste com o que acontece nos aeroportos hoje, que viraram ringues de box no seu check in, no qual os tripulantes perderam seu charme e sua elegância do passado e também seu humor, olhando para os passageiros como se eles estivessem ali para incomodá-lo.
   Sabemos que suas escalas estafantes, salários indignos , passageiros estressados e mal educados são muitas vezes a razão disto. Mas se você é uma passageiro educado , que trata os outros bem e gostaria de ser bem tratado e portanto, não se enquadra neste grupo, certamente ficaria feliz de viajar pela kulula.

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