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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Praga. Do barroco á pilsener

   Apesar de ter ficado espantado com a ganância capitalista pós-socialismo, com uma abundância de taxistas esperto, conta erradas em restaurantes, e outros aspectos típicos de turismo de rapina, que certamente tenderão a desaparecer com o tempo, uma coisa ninguém pode negar:

Praga é uma da cidades mais bonitas do mundo.

Apesar destes fatos, a insegurança chega no máximo a um batedor de carteiras.

Portanto, tenha esta cidade como uma opção obrigatória em uma futura viagem.

  A cidade do país de Dvorak e de Kafka se estende em volta do tranquilo e lindo rio vtlava, quase no centro da república checa, no coração da velha Europa.


Praga em várias fotos



  Para aqueles que acompanharam aspectos de sua história, ainda recente, como o fim da Checoslováquia e a luta de seu povo contra a dominação soviética, Praga é um prato cheio. Para quem não gosta de história e se delicia com outros prazeres, cerveja, gente bonita e boa comida aqui também encontrará.

  É emocionante percorrer, por exemplo, na cidade nova (Nova Mesto) a praça Venceslau (Vaclavske Namesti), onde em Janeiro de 69, a população exigiu seus direitos de liberdade na famosa “primavera de Praga”. Um momento de silêncio e olhares ao redor faz-nos imaginar como deve ter sido a tensão e emoção daquele dia histórico.
  Vinte anos depois, tivemos as manifestações pelo fim da cortina de ferro e "enfim liberdade" depois de anos nazistas e anos soviéticos de dominação. Hoje, a praça serve de palco para muito mais ingênuas e felizes comemorações de campeonatos de hockey no gelo.
  Em alguma de suas lojas chama atenção a presença de curiosas rosas de cor azul, provavelmente parentes dos pintinhos coloridos que encontrávamos no passado em algumas feiras por aqui.

 
  Mas apesar da emoção, o mais bonito de Praga estar por vir. A cidade das cem torres tem monumentos à beleza arquitetônica raramente rivalizados por outros lugares. Na cidade antiga (Stare Mesto) sua beleza está exposta ao máximo.
  Dói de tão bonito....
  São ruelas irregulares que cortam-se entre si, com lojas abarrotadas de cristais (compre um) e souvenires e casas barrocas e góticas residenciais ou não , todas de riquíssima arquitetura.
  Dá a impressão de que os Checos devem ser o povo mais invejoso do mundo e o primeiro checo tinha um gosto impecável. Daí todo mundo deve ter imitado o primeiro. Não dá para saber qual edificação encanta mais.


   Literalmente perca-se em suas ruelas com nomes checos. Você vai se encantar.
Situa-se aqui, na Stare Mesto,  a linda Praça da Cidade Velha e o seu relógio astronômico , umas das jóias da cidade. Os pecados capitais circulam a cada badalada de horas. É simplesmente encantador. Cuidado apenas com os nada encantadores batedores de carteiras e máquinas fotográficas. Se emocione, mas olhe de lado...


Relógio de Stare Mesto

  Aproveite e vá a um de seus vários e deliciosos cafés próximos, como o café Louvre, que se vangloria de ter recebido gente como Franz Kafka, Karel Capek, Albert Einstein.
Há outros excelentes cafés ao redor. .

-Mas Confira cada item da conta do café-.

  Uma outra beleza imperdível em Praga é a famosa ponte Carlos .
 A partir da cidade velha, atravesse esta beleza, observando o rio que calmamente é engolido pelos seus pilares, seus inúmeros artistas de rua e vendedores. Veja os picos da cidade onde o céu desnudo permite que seus olhos alcancem mais o longe.

   Do outro lado você estará no bairro de Mala Strana. Belíssimo bairro aos pés do famoso castelo de Praga. É geograficamente uma espécie de cidade baixa de Salvador. As lojas de marionetes são inesquecíveis bela variedade e beleza. Traga aquele pinóquio ou aquele ser alado que vc viu na loja. Ressuscite a criança que tem dentro e compre sim. Não se arrependerá.



  Procure a belíssima Igreja de São Nicolau, em Mala Strana ,  toda em estilo barroco. O seu interior é de uma riqueza tão grande que verá poucas igrejas tão belas em sua vida.


Igreja em Praga

 Saindo da bela São Nicolau, ainda estonteado pela sua magnitude, caminhe para a simplézima Igreja Nossa Senhora da Vitória, relativamente próxima, das irmãs carmelitas dos pés descalços, onde está o famoso menino Jesus de Praga. . Lindo em sua simplicidade e faz-nos lembrar a beleza dos trabalhos pelos pobres e necessitados da cogregação de Santa Terezinha http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/santa_teresinha/index.php e aproveite para agradecer a Deus a possibilidade de estar ali naquele momento.

Não acabou ainda

  Praga tem muito mais o que oferecer. Chegamos enfim ao alto da colina- a cidade alta, o bairro de Hradcany. Local este onde está o famosos castelo(Hrad) de Praga. Este lugar infelizmente é o único que algumas excursões o levarão de verdade em Praga. A sua praça está rodeada de palácios, sendo o mais importante o palácio Schwarzenberk ou o palácio Sternberk. São salas, capelas. Uma verdadeira cidade neste ponto que é o símbolo da própria identidade desta nação. Para ter uma idéia da diversidade de edificações para se visitar acesse http://www.praha-hrad.cz/, para um tour virtual.

Perto do castelo situa-se um outro ponto de peregrinação em Praga: Loreta.
Neste prédio onde você encontrará uma igreja, várias capelas e outros edifícios religiosos, além de um museu de objetos religiosos. A capela é simplesmente adorável, com uma riqueza barroca sem paralelos .

 Imperdível também e perto de Loreta é o monastério Strahov. Especialmente se você é um apaixonado por livros, aqui estará uma das bibliotecas mais lindas do mundo, além de uma sala de globos terrestres simplesmente magnifica http://www.strahovskyklaster.cz/

  Acredito que este seja um esquema básico para conhecer Praga. Com bastante pique, fique por lá pelo menos 3 dias. Divida este roteiro básico na ordem que julgar a melhor. No final do dia, não esqueça que você está em uma das terras da cerveja. Especialmente da pilsener, a que mais se adapta a nosso paladar. A cerveja é sempre deliciosa. Diria até inesquecível. Nada como um copo depois de muita caminhada.

 Há muita coisa ainda a ser vista, mas fica impossível pra uma vez só.
  Não há voos direto do Brasil, mas todas as grandes empresas européias voam para lá, com uma escala em um dos centros europeus. Fique em um hotel em Stare Mesto ou, de preferência, em Mala Strana- menos opções- se quizer fugir do burburinho excessivo. Opções mais baratas ficam em Nova Strana, de onde facilmente se chega ao centro de metrô.  Contudo, não há razão no mundo para não ficar no Arcadia residence <http://www.arcadiaresidence.com/ > . O Arcadia residence cobra a partir de 60 euros ou  , se não tiver vaga, o Savic hotel em http://www.savic.eu/  em torno de 169 euros o quarto duplo, dependendo do mês.
Entre em contato com o hotel e combine um transfer do aeroporto. Que o sindicato deles não me ouça , mas os taxistas são muito complicado aqui em Praga.  Não chegue, contudo, ao ponto de ir para o hotel de metrô, como eu fiz. As escadas são gigantescas.
  Uma ótima época para ir é na primavera ou outono. Mas a cidade vale a visita em qualquer momento.
   Praga é para se caminhar, e muito. Caso vá andar de metrô e bondinhos, compre os passes diários e saiba que sempre te pararão nas saídas das estações para verificar se está com o bilhete válido. O passe diário é bem mais seguro que de trechos unitários. Uma troca de metrô pode não ser válido para seu bilhete de ida. E não adianta reclamar ao fiscal ou dizer que o bilheteiro não te entendeu. A multa é altíssima.

Vá ao castelo de Praga de bonde. Vale o charme da viagem.

Tenha sempre um mapa na mão- nos hotéis te darão-, o guia da folha de São paulo de Praga e muita disposição para andar.
Você vai se encantar.....

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Povos educados?

    A Itália habita os corações brasileiros. Seja por nossa cultura estar impregnada pelos nossos imigrantes italianos que aqui também aportaram no século XIX principalmente, seja pelo ideário - nem sempre verdade- de um povo alegre, brincalhão, agradavelmente barulhento. Algo, que em nossa cultura, nos parece uma realidade inquestionável, contrapondo-se ao  comportamento introspectivo e solitário dos europeus do norte.
É com esta visão que inúmeros brasileiros que não têm origem familiar italiana, embarcam para esse país cheio  de expectativas. Aconselho a você que vai à Itália  não esperar um povo alegre e simpático, não por que os italianos sejam grosseiros, mas porque este tipo de esteriótipo da nonna gente fina e do italiano gente boa, que gosta de conversar sobre futebol, é algo que muitas vezes nos cria uma idéia que se não concretizada, faz-nos sentir tristes e chateados. Razão esta que já me fez ver muitos brasileiros voltando da Itália reclamando da falta de educação dos italianos.O mesmo em relação a outros países.
   Em realidade não existe povo simpático nem povo antipático.Em todo país há gente legal, comunicativa e gente grossa, desagradável. Tudo tem a ver com personalidade e com as experiências pessoais de cada um.
Lembro-me em uma viagem pela Grécia, que ao dizer que era brasileiro, numa era pré internet e pré- Grécia na comunidade européia, que o grego ficou tão louco de alegria, que me levou a seu salão de cabelereiro querendo cortar "de grátis " meus cabelos. O homem era um apaixonado por futebol brasileiro e dizia a escalação da seleção de 70 de ida e volta.
 Jamais esquecerei um taxista de origem anglo-saxônica , no outro lado do mundo, que ao se despedir (deveria ser frio pelo nosso esteriótipo), depois de uma corrida de meia hora, perguntou que lingua falávamos, e se emocionou, com os olhos cheios de lágrima ao referir que não ouvia há muitos anos o portugues brasileiro de uma falecida amiga amada. Um velhinho já me perseguiu na Austria , perguntando a minha esposa de onde éramos. O mesmo já aconteceu na Dinamarca (um povo frio?), de onde tivemos muita simpatia e indicações de lugares a visitar.
Por outro lado, certa feita vi uma vendedora de sorvetes chateada e agressiva atrás de um balcão, porque foram feitos dois pedidos de sorvete ao mesmo tempo- coisa comum em nossa cultura- e não na cultura anglo-saxonica, o que para ela foi ofensivo. Já vi também , em uma fila, franceses- que têm fama de mal educados- reclamarem do comportamento de franceses de uma loja em Paris, referindo-se a eles como mal educados. Já fui muito bem tratado por franceses e por argentinos, que têm fama de serem pedantes e prepotentes e mal tartado pro chilenos, tchecos , que têm fama de serem legais.
    Observo que a minha teoria de que não existem povos mal educados e povos agradáveis é real. Acredito mais na individualidade das pessoas, que se aplica a sua natureza, nível de estresse e educação pessoal.
  Contudo, gosto sempre de lembrar que, seja aonde você for, vc será embaixador de seu país.
Seu comportamento será um norte para a idéia que estrangeiros- que não conviveram com brasileiros- terão, a partir de então, de todo cidadão de sua  nacionalidade.
  Mas a melhor maneira de tentar ser bem tratado é ser discreto, tentar ser educado e sorrir, coisa cada vez mais rara ....
E não deixe de ir à Itália. O país é lindo....

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Aracaju em fatias


Vista noturna de Aracaju
http://manoeng.files.wordpress.com/2009/03/aracaju_noturna.jpg

    Divido-me em minhas lembranças entre o cheiro de castanha de caju sendo queimada nos seus quintais , misturado ao odor tão próprio de suas folhas de árvores frutíferas, como castanheiras , cajueiros e mangueiras; e de plantas ornamentais que enfeitam as casas de suas avenidas tão limpas e organizadas.

   Lembro-me especialmente do odor da manga rosa, que banhada pela seiva  de seu talo, me sujava e grudava as mão, mas me inebriava com seu olfato róseo amarelado.

  Basta caminhar por seus quarteirões de cidade planejada, como  pela avenida Barão de Maruim. Siga sem rumo pisando seus azulejos enfeitados, suas esquinas e praças intensamente arborizadas e apreciando as diversas cores e arquiteturas de suas casas.
  Já em  suas lojas de comércio espere sempre um sorriso atrás do balcão. Você está realmente em um lugar especial.
  Por outro lado, é uma cidade crescente, de pulsante classe média, com prédios que nascem em cada canto, saindo da terra para procurar mais um ventinho que reduza o calor tropical sempre presente que lá no alto é mais ameno.
 Esta é Aracaju, a capital do estado de Sergipe. Sua urbanização digna de uma visita faz desta cidade planejada uma das capitais mais simpáticas do país.


Ponte do Imperador
http://img393.imageshack.us/i/aa29pt5.jpg/

   Beirando a foz do rio Sergipe, espalha seu corpo por onde embarcações entraram desde épocas em que as terras de Sergipe d'el Rey receberam Dom Pedro II em suas andanças pelo nosso Brasil. Sua  curiosa Ponte do Imperador  é uma lembrança deste momento singular.

  Nesta época ainda não havia Aracaju. A capital era São Cristóvão , a quarta cidade mais antiga do país, mais ao sul. Uma cidade de edificações históricas , igrejas , conventos , museu de  arte sacra e de doces queijadinhas, que justificam uma visita   da cidade.  Expoente de uma época em que o estado contava com pujante economia canaviera e uma das maiores populações do nordeste brasileiro.

São Cristóvão

  Aracaju veio bem depois. Devemos agradecer aos seus criadores e sua população que não houvesse um crescimento desordenado. Esta é a  razão pela qual , de forma muitas vezes  inconsciente, acostumados a cidades de crescimento caótico, a achamos tão agradável.
  Se suas praias não têm nem de longe a beleza de seus estados vizinhos, têm em sua temperatura de banho a água mais fisiológica que se possa encontrar. Tente entrar no mar Sergipano. Não sentirá nem frio e nem calor. Ali foi criada a temperatura ideal. Não dá vontade de sair. Se as ondas de vez em quando não te lembrassem de que vc é criatura da terra, ficaria lá dentro para sempre.


Praia de Aruanã
http://vinicius-turismo.blogspot.com/2008_12_01_archive.html

      Que tal um futebolzinho com traves que são dois cocos. Um gol será inesquecível.

   As areias são perfeitas para o futebol e para uma saudável caminhada . Suas praias longas de areia batida e sua segurança –ainda- de cidade média, permitem longos percursos nas areias de sua atalaia e suas continuações do sul, até a foz do rio do mosqueiro, como a apetitosa aruanã.


mangaba

   Lugar para se sentir livre e relaxar. Comer um caranguejo em uma barraca de praia à beira mar ou regado a cerveja ou água de coco em sua “passarela do caranguejo” à noite. Ou quem sabe se deliciar com uma carne do sol com pirão de leite e a melhor farinha do mundo no miguel (http://www.restauranteomiguel.com.br/).
  Ou curtir um camarão no Ferreiro no shopping ou uma patinha de caranguejo no boteco., ou um bufet honestíssimo e gostoso na praça de alimentação no Saborito. E  depois pegar um cinema , ou dormir o sono perfeito de quem passou o dia na praia, enfeitiçado pelo sono irresistível que quem já foi á praia conhece, que deve vir do canto das sereias.
(botecosdearacaju.blogspot.com/.../restaurante-ferreiro.html ).

                                                            Entre cuscuz de milho (www.infoturismobrasil.com/.../aracaju/casa_do_cuscuz.html),  pães delícia (http://www.gbarbosa.com.br/), sucos de jenipapo, cajus vendidos em cordas que parecem brinquedos.  Pirão de guanhamum (um caranguejo de dunas azul), criados em gaiolas pela cidade como sabiás.



Guanhamum

Fritadas de aratu (outro caranguejinho vermelho de mangue), sapotis, castanhas e amendoins.  Bolos de macaxeira e de puba, beiju molhado,inhames e fruta-pão com manteiga (que já salvaram polinésios da fome e aqui também existem). Sucos e sorvetes de mangaba . (www.apontador.com.br/.../aracaju/.../sorvetes_vi_sabor.html ).  Doces de caju, de coco e de ouricuri (um coquinho).
     São o típico conjunto de cores, sabores e aromas onde faz-se ainda mais  rica a apetitosa Aracaju.
      Uma visita a seu mercado popular é uma viagem por toda esta cultura alimentar de grande riqueza, fonte da tradição histórica do estado, com suas heranças multiculturais e multiraciais advindas do século XVI, união da tradição dos portugueses, africanos e nativos brasileiros.
 A chefe e jornalista Adriana Manfredini soube, sem pecados , descrever esta riqueza em seus textos. (http://brincandodechef.blogspot.com/2007/12/sabores-de-aracaju-parte-i.html).

Dom Pedro II, quando de sua visita a esta regão, lá pelos idos de 1860,  certamente fez uma boa escolha e muito além de dividir títulos de nobreza, (http://claudomirtavares.blogspot.com/2009/11/dom-pedro-ii-no-baixo-sao-francisco.html)  deve ter se sentido realmente um rei.

Onde ficar:
 Hotel Radisson  na paraia de Atalaia
 www.atlanticahotels.com.br/.../estrutura.asp?...Aracaju...
Hotel Aruanã eco resort na praia de Aruanã 
http://www.aruanahotel.com.br/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Aruba. Um destino fácil e de bom custo.

   Lembro-me há algum tempo da propaganda de um mal gosto tremendo "Aruba é do Caribe". Independente da idéia grosseira do marketing, Aruba é um destino turístico para lá de interessante, se você quer dar uma fugida para um lugar de praia para variar sua tradicional viagem ao nosso  nordeste, sem maiores custos.
Aruba é uma ilha pequena, fácil de circular , com um trãnsito intenso, mas que com um carro as coisas ficam mais fáceis. Antes de falar no carro, as melhores formas de chegar lá são pela GOL e pela AVIANCA, a primeira com parada em Caracas, e com milhagem - se não mudar- e a companhia Colombiana, via Bogotá. Optei por esta última . São umas boas 6-8 horas de võo com a parada, mas vale á pena, inclusive sendo uma opção para levar meninos.

Chegando ao grande aeroporto Rainha Beatriz , com passaporte, sem necessidade de visto, após a imigração- logo na saída da porta do aeroporto- existem diversos quiosques de aluguel de carros. Não deixe de fazê-lo e perca o medo. Faça a reserva em uma empresa, podendo comparar os valores no site http://www.kayak.com/.
Tendo recebido seu carro, rume para a deliciosa Palm Beach , uma praia de mar azul, com jeitão de piscina, ondas fracas e banho delicioso. Há diversas opções de hotel.

Fiquei no Marriot hotel Cassino, que apesar de precisar trocar os carpetes, tem bons quartos, um bom café da manhã e pé na areia, com um sistema que deveria ser adotado nas praias brasileiras, onde há um guiche na entrada da areia onde vc dá o seu nome e é encaminhado para uma barraca de praia livre. Dê uma passada lá antes do café e reserve uma barraca ou acorde cedo nas altas temporadas...
Se vc gosta de praia, um bom livro e um coquetel ou uma boa cerveja de Aruba  para acompanhar, com um mar-piscina, este é seu lugar.
Reserve um hotel nos sites tipo http://www.booking.com/, são todos bons.
Aconselho a comprar equipamento de snorkel e levar. Fará uma grande diferença. Várias marcas., como http://www.somergulho.com.br/ vendem a máscara , o tubo e as nadadeiras.
No dia seguinte á sua chegada, fique na praia do hotel., descanse e depois peque seu carro ou vá a pé   almoçar  num dos vários restaurantes nas ruas atrás dos hotéis. Boas dicas de restaurante em http://www.restaurantsaruba.com/last_reviews.html


No próximo dia, atravesse a ilha de carro em direção ao sul, passando pela valero oil company, uma feia siderúrgica ao lado de duas das mais lindas praias que vc verá em sua vida: Rodgers beach e principalmente baby beach.
Baby beach é a imagem de sonho de uma praia polinésica em pleno caribe. Areia branquíssima. Mar para lá de azul. Além disto há recifes onde vc, com seu equipamento de snorkel,  poderá ver vários peixes, de diversas espécies, em um delicioso caleidoscópio de cores. Almoce em Rodgers beach . Certamente vc vai querer voltar.

Um dia em Oranjestad - porto livre - é interessante para visitar seu pequeno comércio, mas com algumas opções interessantes para quem gosta de griffes internacionais. Especialmente os óculos de sol e os relógios são atraentes.
Um restaurante tex-mex no final do dia é uma opção legal...
Aconselho um almoço ou jantar no interessante driftwood restaurant, com excelentes frutos do mar, bem no centro de oranjestadt http://www.driftwoodaruba.com/, e com interior todo em madeira.
Um outro passeio muito legal é dirigir até o farol California lighthouse, perto de Palm beach- seu hotel- e curta um lindo por do sol.
Por falar em sol, raramente chove em Aruba.
A ilha tem um dos maiores sistemas de dessalinazação de água do mundo, vindo daí a sua água- para desespero das mulheres quando lavam seus cabelos, hehehe, isto somado ao  vento, sempre presente, responsável pelas árvores tortas da ilha:
 
                                          http://kitchentablemath.blogspot.com/2009_01_11_archive.html


A ilha não tem "clima cultural europeu", apesar de ser uma antilha holandesa.
Tem-se a impressão de se estar em um bairro de Miami, que é a cultura local, devido ao dinheiro americano e aos cruzeiros repletos de americanos, que desembarcam por lá e depois voltam para comprar um apart- hotel em sistem de week share.
 Uma última dica é para os apaixonados por queijos. Os supermercados locais vendem queijos holandeses, tipo o maravilho gouda  rembrandt baratíssimos. São deliciosos. Lembramos , contudo, que a nossa alfândega proibe trazer queijos ao Brasil. Portanto, viciados em queijo, se empanturrem por lá....
  Queijo Gouda Rembrandt

Evidentemente, não esqueça o filtro solar, um importante companheiro em sua viagem.


  Aruba pode ser realmente um lugar muito interessante para se passar alguns dias e para levar a família por uma semana é uma das melhores opções de bom custo que vc vai encontrar em nosso continente. As grandes operadoras de viagem tem pacotes para lá. Veja um para vc e compare os preços , fazendo por conta própria, principalmente se vc tiver milhas para ir de GOL.
Está aí uma boa idéia para descanasar e fugir dos carnavais.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A maior de todas as viagens




E foi-se embora minha querida amiga J.

Embarcou hoje na maior de todas as viagens. Aquela que todos temos um bilhetinho cativo nos esperando um dia.
Abraçou um rabo de um cometa e foi-se por este universão afora.
As galáxias não perdem por esperar. Minha amiga era jóia de fino trato.
Muitos planetas vão se impressionar com sua força, valentia e carisma. Espero que estrelas não tenham o sentimento da inveja, pois certamente brilharão menos que minha querida amiga.
Seja lá para onde formos depois que saímos desta existência, pelo que conheço dela, vai revolucionar o lugar onde chegou.
Se houver um paraíso, já vai abrindo a porta do céu, dando conselhos de como melhorar as coisas, e fazê-las melhor. Não por orgulho ou prepotência. Estes sentimentos pequenos não fazem parte dela. Mas sim por ser uma palavra que a gente parava, esticava as orelhinhas e ouvia.
Sabedoria pura tinha minha amiga J. Os céus ficarão impressionados.
Se os gregos estiverem certos e precisamos encontrar o barqueiro Caronte, que nos levará à morada eterna, tenho certeza que o barco vai balançar de risos e que ao chegar em Hades não haverá moeda de ouro para Caronte . E mesmo assim ele ficará feliz.
Se os cristãos estiverem corretos, na fila de São Pedro, na porta do céu, rapidamente J. contará novas histórias, onde encontrar uma boa torta, o melhor docinho, a melhor costureira, o melhor médico da área tal  e tantos outros segredos que só ela sabia...
Conquistava a todos com sua simpatia maiúscula. J. não tinha amigos, tinha cúmplices.
Não consigo imaginá-la sem um pedaço de riso malicioso misturado com inocência de alma. Uma combinação tão deliciosa como a alegria e tristeza de um filme de um Tornatori. Vai deixar muita saudade.  Insubstituível, honesta, trabalhadora e antes de tudo, uma vitoriosa.
Por onde estiver por este universo afora, todas as entidades que por ventura existirem em outras dimensões ganharam um grande reforço hoje. Para a eterna alegria deles, agora têm a seu lado minha querida amiga.
Se houver reencarnação, "vai dar briga". Conheço J. e sei que vai ter que ser tudo “bem direitinho” “tim tim por tim tim”.
E no final, vai voltar para ser a mais brilhante flor de um jardim ou a mais vistosa borboleta. Ou quem sabe, uma nova J.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os Fjords da Noruega

Quando pensamos na Escandinávia, nos vem a imagem de uma civilização quase que superior. Ruas limpíssimas, povo trabalhador, riqueza bem dividida, acesso universal à educação e saúde de qualidade.

Também nos lembramos do frio, presença constante, e do folclore de seu povo com os vikings -desbravadores dos mares- muito antes das invenções das escolas de navegadores portugueses.

O primeiro passo ao se pensar em uma viagem a esta região, é definir quais países você visitará. Em segundo lugar, quais as regiões que farão parte de seu roteiro.

A beleza natural destes países tem alguns aspectos únicos. A marca desta beleza está nos seus Fjords (montanhas que foram cavadas por milhões de anos pela atividade glacial).


O oceano invade estas regiões criando labirintos rodeados de montanhas, cheias de cachoeiras, florestas de eucaliptos e geleiras eternas.


A presença humana é como uma cereja neste bolo, tendo em vista que as edificações são lindas casinhas amadeiradas, de cores que vão do vermelho ao azul, sem muitas variações de cor, mas de um encanto homogêneo.

Para decifrar tanta beleza que tem esta região, aconselho a viajar entre Junho e Agosto, quando Odin ainda não lançou seus ventos frios.


Como a Scandinavian airlines abandonou os nossos céus, viaje a uma cidade européia qualquer, e de lá, pegue um outro voo para OSLO, simpática capital da Noruega.

Um dia é suficiente para você passear por esta cidade com população hospitaleira. Vá passear a beira mar. Sente-se e curta uma cervejinha “norge” enquanto vê as pessoas passarem. Cuidado com os restaurantes, se você não é adepto de chili, porque, apesar de não estar no méxico, os pratos podem ser bastante condimentados por aqui.

Na manhã do dia seguinte, embarque em uma viagem de trem para MYRDAL- FLAM.

O trecho final é entre lindas montanhas cheias de quedas d'água, até chegar no simpático porto de FLAM, de onde partem diversos barcos tipo ferry, para localidades encravadas entre montanhas e fjords. O passeio de trem dá uma noção da beleza singela do interior desta nação tão privilegiada. Casinhas coloridas, igrejas apiculadas, pontes de pedra, jardins e flores em parapeito de janelas. O passeio a partir de Flam é magnífico. O barco vai cruzando infinitas montanhas , de um verde exuberante e picos cobertos de neve. Um verdadeiro sonho.

Escolhemos a cidade de Balestrand como base para 3 noites.. Esta cidade de pouco mais de 1500 habitantes , linda entre braços de fjords, montanhas, casas com jardins exuberantes e sem cercas. Povo simpático e bonito.


Ficamos no hotel histórico Kvikne, fundado no século XVIII, e que por muito tempo, foi lugar de passeio de milionários europeus. Hoje, é um marco histórico, de quartos simples e com uma atração á parte: o seu jantar com um riquíssimo buffet de frutos do mar.


Após se empanturrar de salmão, uma boa sugestão é caminhar por suas lindas ruas, bisbilhotando a vizinhança até altas horas, haja visto que aqui, no verão, escurece lá por meia noite.


Após três dias neste paraíso, aconselho e pegar o ferry que em algumas boas horas te levará até a segunda mais importante cidade da Noruega, Bergen. Entreposto comercial importante na época da liga hanseática ,que dominou comercialmente esta região da Idade Média até início da Idade Moderna. Entre suas atrações, caminhar pelo seu centro e terminar o dia em seu porto, margeado por suas típicas casas dessa época passada de ouro , regado a fish and chips e uma boa cerveja é um grande programa.


Terminado a viagem, que tal uma esticada aérea até a linda Estocolmo?.

Mas esta história é para outro capítulo.

Aconselho a fazer o programa todo com um operador local . Tive ótima viagem com o pessoal da fjordtravel que tem diversos tipos de passeios pela Noruega e por diversos preços http://www.fjordtravel.com/. Só uma visita ao site é suficiente para ver a beleza deste país.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O prazer das lembranças de viagens

Não há como discutir que a melhor lembrança de uma viagem é a transformação que ocorre em cada um de nós após chegarmos em casa.
Você nunca mais será o mesmo depois de visitar um novo destino. As imagens, sentimentos e situações vividas servem muito mais do que para simples aprendizado. Elas construirão um novo capítulo no complexo romance que somos cada um de nós.

Por toda a sua vida- mesmo naqueles momentos mais tristes- uma imagem passada de uma onda molhando os seus pés, de uma obra de arte que de suas tintas mortas criou-se tanta vida em uma tela branca; ou o sorriso de uma criança igualando pessoas de idiomas e culturas diferentes, estará lá em você, revigorando-o.

Como somos seres que criamos relações fortes entre o que vemos e o que vivenciamos, fotos de uma viagem parecem ser a forma mais simples de nos remeter àquele momento mágico que nos aconteceu. Quantas vezes não me peguei olhando uma foto em um lugar deslumbrante deste mundão afora e me perguntei: Será que fui eu mesmo... Costumo agradecer a Deus estes momentos quando os estou vivenciando.

Acho que as experiências de viagens me deram a noção de “estou sendo feliz “ e este momento vais passar, mas ficará comigo para sempre.

  Confesso , contudo, que ao contrário de muitas pessoas, não acho que fotos sejam a melhor forma de lembrar um local. Acho sempre que fotos podem tornar um local muito mais pobre do que aquilo que realmente pudemos ver. A foto não capta a emoção de um momento e congela em uma grade de zooms e pixels frios toda aquela beleza, tão quente e viva.
  A fotografia não te deixa sonhar. Lembro-me das descrições de cidades e ambientes de diversos escritores e dos mundos que nossas mentes criavam. Estes lugares, que são somente nossos, não são passíveis de serem fotografados. O centro da terra e o fundo do mar de um Jules Verne são muito mais ricos que  fotos destes ambientes.
  Só consigo ver exceção nisto em algumas fotografias artísticas, de profissionais espetaculares como um Ken Ducan, um Peter Lik  ou um Sebastião Salgado, que são capazes de retratar, de forma que não entendemos, a mística de lugares e até a alma das pessoas, jogando com as luzes, como no passado fez Leonardo em seus quadros.
www.kenduncan.com
http://www.peterlik.com/home.html
www.masters-of-photography.com/.../salgado/salgado.html

Desta forma, confesso que minhas lembranças de viagens são evocadas de outra forma.


Gosto de pequenos objetos de artesanato de cada região que visito. Pequenas estátuas, potinhos, pedras, bonecos.... todos me fazem lembrar uma viagem diferente. Poderia tê-los todos organizadinhos em uma grande prateleira ou armário.

Para desespero de todos, especialmente de minha esposa e de faxineiras, os coloco todos aglomerados, abraçando-se.


Faço isso porque minhas lembranças de tantas viagens estão assim expostas em meu cérebro. São diversas imagens, todas bagunçadas e abraçadas. Olho para a minha prateleira e me rio com sua deliciosa desorganização .

Desta forma, viajo de novo, com várias emoções ao mesmo tempo, e sinto o prazer de ver meus nervinhos banhados por simpáticos e suculentos neurotransmissores.... Acredito que esta seja a minha melhor terapia de relaxamento... O prazer da lembrança

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

E se as baleias nos visitassem

  Todos os anos, o litoral da Bahia recebe ilustres --e imensos-- visitantes. São as baleias jubarte, que de julho a outubro podem ser avistadas por turistas.

 Na Praia do Forte, município de Mata de São João (a 40 minutos de Salvador), os visitantes embarcam em escunas para fazer o chamado "whalewatching" (observação de baleias).

  A visão das baleias é algo inesquecível, emocionante. Ver aquele grande animal em seus movimentos, como que brincando a sua frente, é simplesmente fantástico.
O único problema é que para chegar até lá é necessário um passeio de barco, que dependendo do humor dos oceanos, pode não ser tão prazeroso assim.
O mesmo acontece em passeios para ver baleias em outros países com Canadá e Estados Unidos e etc...

   Já imaginou se existisse uma cidade á beira mar, onde você pudesse simplesmente passear por sua praia, calçadões, ou mesmo sentar na mesa de uma bar ou restaurante, observando as baleias...

Isto mesmo.  Você alí  sentadinho, conversando sobre a vida, e de repente, olha para a praia em sua frente e vê uma, duas.... cinco, seis, sei lá quantas baleias. E se forem baleias grandes como as baleias francas. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Baleia-franca). Em um momento você observa uma nadadeira, em outro um grande salto cetáceo.
  Se você tiver um binóculos, então, verá mais dezenas de baleias mais ao fundo.
E se esta cidade tiver  um homem que sopra um grande instrumento, que lembra um berrante retorcido, para chamar as baleias. Sim, um encantador de baleias....
E se um aviãozinho voasse por cima da praia para o jornal local, cuja manchete no dia seguinte for o número de baleias que a cidade recebeu naquele dia...
E para completar, imponentes montanhas, restaurantes de frutos do mar deliciosos, vinhos deslumbrantes, preços honestos.
parece ficção científica, mas não é....

Este lugar existe e chama -se Hermanus.      (http://www.hermanus.co.za/) ,  (http://hermanus.com/)





  O mar riquíssimo em nutrientes de sua costa, torna esta região um deleite para a vida marinha. Peixes deslumbrantes, tubarões gigantes , pinguins e baleias de montão.
Estou falando de uma cidade na costa sul de um dos países mais deslumbrantes do mundo: a África do Sul.


Hermanus é conhecida entre eles como a capital mundial das baleias, o que é para lá de justo.

Fica perto da Cidade do Cabo em um caminho pelo litoral que parece uma niemeyer do Rio a mais ou menos duas horas de viagem.
 Tendo eu  chegado ao quarto de um pequeno hotel por lá, a proprietária, ao abrir a janela com vista para o mar , me disse: THEY ARE LAZY TODAY (elas estão preguiçosas hoje).

 Dois segundos depois, elas estavam lá, pulando, nadando, brincando com seus filhotes. Simplesmente inesquecível.
A beleza daquele nobre animal pulando no mar azul , hoje livre dos arpões dos pescadores, me deu uma sensação de liberdade que me fez gostar mais de viver...


Fiquei honrado com a visita. As baleias é que pareciam vir nos visitar ,seres  tão pequenos e sem nenhuma graça , e não o contrário...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O outro lado da moeda: o show de dança folclórica Húngara

Tendo crescido na capital do país, ainda fazem parte de minha memória os ballets de dança folclórica dos então países soviéticos que , por muitas vezes, passaram pelos teatros e ginásios de Brasília.

A música alegre, os trajes muito ricos, as mulheres de traços afilados e que pareciam deslizar sobre o palco em sua longas e coloridas vestes, as danças masculinas como um duelo de pernas ( que tentava em vão imitar ), são imagens de uma infância. Era de uma alegria e riqueza impressionantes. Me sonhava visitando aldeias russas e cidades estranhas e belas na Ucrânia. A propaganda soviética de camponeses alegres e bonitos tinha no ballet folclórico russo uma de suas raras  e interessantes faces.

Dentro deste espírito, em visita á linda Budapest, na Hungria, comprei bilhetes para um ballet folclórico oficial Húngaro.

O show começava à 20 hs. Seria em Pest. Estava hospedado em Buda. Portanto,estava do lado contrário do rio danúbio, que divide a linda cidade em duas. Planejamos naquele dia visitar este lado da cidade para terminarmos a noite com o show de folclore húngaro.

Eram ainda 19 hs quando chegamos á frente ao teatro do Hungarian State Folk Ensemble em Vigadó Hall, Corvin tér 8. I.

Como todos os prédios na cidade, um lindo teatro de arquitetura um dia majestosa e que os anos de socialismo deixaram com uma aparência de prédio público no Brasil. Um pouco descuidado dentro de sua possível beleza.

Após algumas voltas pelo hall de entrada, observando hordas de turistas japoneses e alguns americanos, entramos no teatro( com um aspecto de teatro da escola parque de Brasília) e fomos aos nossos lugares.

Inicia-se o show folclórico. Vão cenas e mais cenas de danças, muito semelhantes entre si, com muitos dançarino homens e algumas poucas cenas com mulheres. Não há a beleza nem a riqueza do ballet russo. Mas o erro é meu, que dentro da minha ignorância, tinha a expectativa de ver algo que fosse meio russo, e não húngaro. O país de Puskas definitivamente não gosta dos russos.



http://www.budapest-tourist-guide.com/hungarian-folk-programs-in-budapest.html

 Mas, no desenvolvimento da dança, começo a notar algo curioso . Roupas com calças largas e camisas brancas com coletes, botas escuras e longas.. Passinhos para cá, botas sendo batidas no chão e em movimentos laterais dos pés batendo nas mãos.... Um porrada de homem dançando juntos.

Olho para minha esposa e , em explosão, nos dizemos: Isso é dança gaúcha!!!

O espetáculo passa então a ter um sentido dentro de sua longa monotonia. Rimos por restantes 45 minutos, vendo como chegamos tão longe para entrar em um show de um Centro de Tradições Gaúchas.

Noite finda, taxi para hotel. Caminho mais longo para enganar os turistas- como tradição em” ex repúblicas populares”- e uma noite de sono intranquilo porque acordávamos de vez em quando para rir.

Como o mundo pode ser parecido.. Talvez, por um obscuro passado, os nossos pampeiros, com muito mais sal e pimenta, tenham algo de húngaro...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Uma Noite na Ópera

    Há eventos que são inigualáveis.
Um festival de música, jogos esportivos, festas populares, etc...
Ninguem esquece um show de um grupo que assistiu, e que não existe mais, ou de uma grande decisão de futebol. Vira tudo passado, mas fica lá dentro da nossa memória para sempre.
De vez em quando, vamos lá, puxamos aquele momento escondidinho em nosso cérebro e ficamos felizes com as lembranças...
Estava em Viena, na Austria e resolvi ir a uma estréia de uma ópera. Tratava-se do Rigoletto ,da famosa ária La Donna é Mobile    < http://www.youtube.com/watch?v=8A3zetSuYRg>
Entrei no site da Opera de Viena, uma das maiores casas de Opera do mundo e resolvi arriscar http://www.vienna-opera.com/ .







  Era um Outubro, e ainda no Brasil, com uns dois meses de antecedência, comprei dois lugares lá no Setor B.Por incrível que posssa parecer , recebi aqui os convites em casa, na véspera da viagem, em carta comum.
Não tenho qualquer conhecimento musical e apenas gosto de música. Fui com receio, acompanhado por minha esposa. Seriam 3 horas de espetáculo com meia hora de intervalo....
Para a nossa surpresa, não havia ninguem de smoking, mas de ternos, sinais dos tempos menos formais.

Entramos no lindo teatro, passeamos por suas escadarias centenária com decorações de outras épocas e nos sentimos voltando a um passado bonito e glorioso.
Por debaixo de luzes de candelabros de cristais,  abriu-se uma portinha e fomos nos instalar em nossas cadeiras, lá em cima, vendo toda a imensidão do teatro á nossa frente.
A ópera é um ritual de silêncio e de admiração de todos. Não se ouve um espirro, fora o espetáculo.

Teatro lotado. Entra o maestro e apresenta a orquestra. Começam os atos da ópera. Um aparelhinho com LED vermelho passa as frases em alemão e em inglês, o que somado ao italiano dos cantantes, possibilitam que entendamos a trama. Seguem os atos, as cenas, os dramas e rapidamente nos vemos envolvidos pela história.
Meus Deus, pensei: Acreditava que seria chato, demorado e, após um dia rodando pela cidade, que desejaria o final o mais rápido possível.
Estava enganado. A encenação, em sua magnitude e emoção vai nos consumindo aos poucos. Passamos a sofrer com a história. Passamos a odiar os vilões e a torcer pelos mocinhos.
Intervalo...
Tontos pelo espetáculo, andamos pelos corredores da ópera observando pessoas de todas as raças e culturas naquele momento de congregação pela arte, pela música e pela genialidade daquela criação.
Voltamos aos nossos lugares. De novo o maestro, a orquestra e a ópera recomeça.
O componente dramático vai crescendo. Começamos a nos emocionar pela história.
Chega-se ao final.
Corpos falecidos de personagens. Amores perdidos, vingança, inveja. Punições da vida por atos egoístas. Amores idos. 
Tudo isso é uma ópera. Ou seja, a própria representação da vida..


Sou mais um que se apaixonou, junto com minha esposa , por aquele espetáculo de vida. Todo alí simbolizado, com tanta maestria. Entendi porque tem tantos fãs pelo mundo todo.
Saímos, fomos dormir, e nunca mais fomos os mesmos....